Outro dia apercebi-me que o tempo me atropelava.Não foi como das outras vezes.
Eu estava acustumado,o tempo passava e eu já nem o sentia mais.
O meu coração transformou-se em pedra,meus sentimentos não se faziam sentir,e aminha dor já era tão comum como o cotidiano.
Mas desta vez ele atropelou-me.
E matou..
Matou aquele menino,de quem eu me despeço agora.Com lágrimas nos olhos, ele cavou a sua própria sepultura;
Sabendo que ninguém mais choraria a sua morte,ele morreu sozinho, e sempre fora assim;
Ninguém nunca o conheceu;
Só o tempo, sempre seu companheiro,o viu dar seu primeiro passo.
E o último,..
Sua última luta contra o tempo foi em vão;
Assassino!!..
Matou-o sem dó;
Agora não existe mais menino nenhum;
Existe algo sem nenhuma inocência, sem crença,sem alma,sem medo,sem prisão;
E o pior: sem amor,o tempo não permite amor.
Só existe o tempo em primeiro lugar, o amor nunca poderá coexistir com ele;
O tic-tac cruel dos minutos passavam e a sua vida desaparecia por entre os dedos,é o pior silêncio que se podia escutar.
E o amor se foi,porque o tempo estava ali,aqui,onde?
Já se foi...
O menino se foi também,mas o tempo ainda persiste;
É um novo tempo e uma nova existência,que aprendi tudo o que sabia através do menino.
Não acredito que um dia eu consiga amar e derrotar o meu inimigo.
Tudo é diferente,mas continua tudo igual.O tempo é curto e o destino é incerto.
1 Comments:
Nem sempre o tempo é aquilo que nós queremos. É o que de mais neutro poderemos alguma vez ter. Não é bom, nem mau. Simplesmente é. Nunca adiantará ou atrasará a sua marcha por nossa causa.
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