oromo

domingo, outubro 15, 2006

Será que somos autênticos?

Afinal de contas o que é ser autêntico?
Será, ser verdadeiro,sincero,justo,leal,fiel,..Ou posso realmente a firmar que estas respostas são tão adequadas para o que se diz ser autêntico?
Talvez seja tão adequada para associedade no geral ou seja como vem escrito nos dicionários da língua portuguesa, que defacto o autêntico de uma forma geral significa algo fidedigno,verdadeiro,que seja legalizado juridicamente,certificado por testemunho público.
Bem sermos autênticos é permanecermos verdadeiros,parte-se do princípio que veracidade significa autenticidade,isto é ,sermos verdadeiros,não usarmos máscaras e não sermos falsos, que deforma geral seja a que preço for,devemos mostrar realmente o nosso próprio rosto.
Devemos consciencializar que isto não significa que tenhamos de desmascarar os outros,se eles forem felizes com a vida que levam,cabem a eles mesmos decidir.A maioria das pessoas andam a demascarar toda gente,porque elas pensam que é correcto,dizemque as pessoas tem de ser autentênticas e verdadeiras.Pois com isso querem elas dizerque tem de despir toda gente.
Não sejamos reformuladores,não tentemos dar lições aos outros e não os tentemos mudar.
Se mudarmos nós mesmos isso basta como mensagem.
Portanto sermos autêntico significa permanecermos verdadeiros para com o nosso próprio ser.Devemos ter em mente que a primeira coisa é não prestarmos atenção ao que os outros dizem para sermos.Escutarmos sempre a nossa voz interior,aquilo que gostariamos de ser,senão de outro modo desperdiçaremos a nossa vida.
A mãe quer que o filho seja um engenheiro,o pai quer que o filho seja médico e o filho que ser um historiador.o que fazemos? é evidente que o pai tem razão porque ser médico é uma boa mercadoria,tem valor de mercado.A mãe também tem razão,porque ser engenheiro é mais interessante sob ponto de vista económico e financeiro.Um historiador? ès doido,ninguém os quer.Não há necessidades deles,não há problema por não haver história.O mundo precisa de engenheiros e não pode viver sem eles.Quando se é necessário tem se valor, e quando não se é, de certeza absoluta que não se tem valor.
Mas se quisermos ser um historiador,assim seja mas lembra-te que serás um pedinte,pois bem óptimo porque escolhemos,e de certeza que não seremos ricos,mas não vamos nos preocupar porque de outro modo poderemos vir a ser um grande engenheiro e poderemos ganhar muito dinheiro,mas nunca nos sentiremos realizados,pois sempre seremos indivíduos insatisfeitos,o nosso ser interior ansiará por ser um historiador.
Portanto vou contar uma história sobre um grande cirurgião que obteve um prémio nobel.Quando o prémio lhe foi atribuido,perguntaram: o senhor não parece muito feliz,porquê?O cirurgião respondeu:Sempre queria ser um dançarino.Para começar nunca quis ser um cirurgião.E agora não só me tornei um cirurgião,como também me tornei um cirurgião de grande sucesso e isso é um fardo.Só queria ser dançarino e continuo a ser um mau dançarino,é esse o meu desgosto, aminha angústia.Sempre que vejo alguém dançar,sinto-me infeliz,num verdadeiro infeliz,num verdadeiro inferno.que eu vou fazer com este prémio nobel?Para mim, ele não pode transformar-se numa dança,não pode dar-me uma dança.
Lembremos sempre: sejamos fiel à nossa voz interior,pois sermos autênticos também significa sermos fiel a nós mesmos.
posted by oromo at 9:20 p.m.

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