oromo

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O Meu fogo passional (1ª parte)


No homem existem paixões-disse: P.janvier.
Exactamente como há energias na natureza; e as mais temíveis podem chegara ser as mais preciosas para nós.

Todos os homens que são o orgulho da nossa humanidade e que deixaram vistígios profundos da sua passagem pela terra foram seres apaixonados, e essa foi precisamente a razão de se elevarem sobre o nível ordinário da grandeza humana.Sem paixões,disse-se com razão,não há homens possíveis, e sem grandes paixões não pode haver grandes caracteres, nem produzir-se acções das que vivem perdurávelmente na nossa história(Vuillermet).
Normalmente quando estou a paixonado não posso apagar o meu fogo passional sem nenhuma razão aparente,pois quero se quiera quer não, o meu ser crepita de poderes encontrados e sem domínios de mim mesmo.Obedecidos por instintos pelas leis à primeira vista puramente macânicas,de reflexos imprevistos e espontâneos,antesque a minha consciência tome parte na acção.É a minha vontade, bem exercitada,consideravelmente uma chamada a triunfar.
Não tentarei destruir a paixão, mas educando-a.Algumas vezes reprimindo-a,outras dirigindo-a,mas sempre orientando-apara melhores objectivos.

Porque pelo contrário,eu sofreria verdadeiros desastres se agisse desconhecendo esta paixão.
As paixões mimadas e consentidas-tornam-me insaciáveis.É uma pruerilidade crer que essa paixão se apazigua consentindo nos meus caprichos.Cada vitória lograda por esta paixão,abre uma brecha no meu ser,chega a constituir uma segunda natureza no meu próprio ser,qualquer coisa como uma efermidade ou tedência que, uma vez repetidos os actos,facilita a derrota seguinte da minha personalidade.
É como um deserto ardente que recebe em torrentes a água de todos os consentimentos,para continuar a ser deserto,sem nunca chegar a ser prado nem proporcionar fecundidade.Mas ainda, uma vez consentida esta paixão,a cada exigência reclamarei maior consentimento.Em repetidos ataques,reclamarei maior parte...como homem experimentarei mil vezes a punhalada dolorosa desta paixão consentida.
Quantas vezes vêem-se jovens,em plena maturidade,curvada a vida pelo pessimismo,chorar amargamente a sua própria impotência perante a paixão!começaram por mima-la em pequenos consentimentos.Bem depressa a paixão cobrou o corpo e tornou-se absorvente,envolvente,destruindo os melhores intentos do bem,apagando ideais,destroçando até a capacidadede amar...Todas as lágrimas que então se derramaram não serão bastantes para lamentar aquela ruína dos melhores anos de vida.
Punge o coração a tristeza do que é vergonhoso,a vida degradou-se.Pois os instintos,suficientes para reger o animal,rebaixam o homem a uma categoria inferior à do próprio animal, este com os meus instintos,está no meu lugar.Eu me entrego ao instinto,caminho à margem de toda a senda segura e , ao rebaixar-me, anulo-me ou enfraqueço,pelo menos.Continuo com aparência de homem,mas no segredo do meu íntimo,onde se forja o amor e a felicidade triunfo ou a derrota,essas aparências de homem em mim não guardam mas que ruínas,falta de confiança e amarguras,desalento e desilisão frenteà vida.

Morrerei antes de chegar á morte,para toda a empresa de elevação e de melhoramento da vida,perderei a primeira batalha:a vitória sobre tudo o que é baixo,irracional e degradante....

posted by oromo at 7:16 p.m.

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